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Tecnologia

Mercado brasileiro de TI deve voltar a crescer em 2017, projeta Gartner

O mercado brasileiro de TI não está vivendo seus melhores momentos nos últimos anos. Depois de um 2015 nada promissor, com queda de 30% nos gastos das empresas do país cm recursos computacionais, em comparação ao ano anterior, o cenário permanece ruim este ano, com perspectiva queda de 12,9% nos gastos, segundo projeção do Gartner.

No entanto, a consultoria prevê sinais de melhora no setor a partir de 2017, quando a indústria de tecnologia no Brasil começa a retornar taxas de evolução “no azul”. A expectativa é de um crescimento de 1,6% nos investimentos alocados em recursos computacionais comparado a este ano.

A evolução, contudo, vem sobre um ambiente que sofreu bastante no passado recente. Dessa forma, as quedas nos investimentos medidos pelo Gartner levam o setor a patamares semelhantes aos movimentados até o ano de 20136. Neste sentido, dois pontos merecem destaque. O primeiro deles reside no fato de a consultoria não detalhar valores absolutos que serão transacionados no país este ano. Contudo, uma queda superior a 10% sobre o desempenho verificado em 2015 faria o mercado local girar quantias na casa dos US$ 80 bilhões.

Além disso, é importante ressaltar que o Gartner reporta o desempenho em dólares norte-americanos. Dessa forma, a oscilação monstruosa do câmbio verificada desde meados de 2015 é uma das principais vilãs nos estragos causados. Assim, muito possivelmente, em moeda constante a retração não seja tão acentuada.

Donald Feinberg, vice-presidente de pesquisa da consultoria, aposta que o cenário visto agora representa uma mescla entre esses dois fatores. O especialista observa compradores mais cautelosos em função do ambiente político e econômico no país e reforça o peso do impacto cambial nos projetos.

Oportunidade na nuvem

Para Feinberg, o momento é ideal para que os CIOs comecem a avançar com mais intensidade rumo à computação em nuvem. “Cloud é uma forma de as empresas economizarem imediatamente. É um tema muito importante para o momento no Brasil”, afirma.

Porém, com base no levantamento recente, é importante lembrar que os gastos com soluções “as a Service” também foram afetados pelo momento turbulento. Investimentos em serviços de nuvem pública tiveram retração de 9,6% em 2015, ainda de acordo com o Gartner.

Isso tende a mudar ainda em 2016, com expansão prevista de 5,6% esse ano. A consultoria observa que a contratação de soluções como serviço no país terá uma aceleração em 2017, com expansão de 19,8%.

Fonte: Corporate CanalTech

Agility Solutions
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