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Economia

Inflação tem a menor taxa para setembro desde 1998, diz IBGE

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo subiu 0,08%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) subiu 0,08% em setembro, após alta de 0,44% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (07). Considerando apenas os meses de setembro, a taxa é a menos desde 1998, quando ficou em -0,22%.

O IPCA acumula taxa de 5,51% no ano. Em 12 meses, a taxa acumulada chega a 8,48%, abaixo dos 8,97% acumulados até agosto deste ano, mas acima do teto da meta da inflação do governo federal, que é de 6,5%.

A taxa mensal de 0,08% de setembro deste ano é a mais baixa desde o 0,01% de julho de 2014. O principal responsável pela queda do índice foi o grupo de despesas de alimentação, que teve deflação (queda de preços) de 0,29% em setembro deste ano, depois de uma inflação de 0,3% no mês anterior. Também tiveram deflações os artigos para residência (-0,23%) e os transportes (-0,1%).

Alimentos

Os alimentos tiveram uma queda de preços de 0,29% em setembro deste ano e foram os principais responsáveis pela redução do ritmo da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O IPCA recuou de 0,44% em agosto deste ano para 0,08% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Vários alimentos tiveram queda de preços em setembro, como a batata-inglesa (-19,24%), leite longa vida (-7,89%), feijão-preto (-3,77%), óleo de soja (-1,03%), hortaliças (-4,42%) e ovos (-2,52%).

Residência e transportes em queda

Outros grupos de despesas que contribuíram para a queda da taxa do IPCA entre agosto e setembro foram os artigos de residência (-0,23%) e os transportes (-0,1%). Os itens não alimentícios que tiveram as principais quedas foram hotéis (-6,53%), cigarros (-3,32%), passagens aéreas (-2,39%), automóveis usados (-1,5%), TV, som e informática (-1,15%), mobiliário (-0,65%) e gasolina (-0,4%).

Os gastos com habitação e com saúde e cuidados pessoais tiveram as maiores taxas de inflação, impedindo uma queda maior da taxa do IPCA. A habitação teve uma inflação de 0,63% em setembro, já o grupo de saúde e cuidados pessoais teve taxa de 0,33%.

Vários itens acusaram aumento de custo em setembro. Entre os alimentícios, as maiores altas foram leite condensado (8,26%), leite em pó (5,64%), farinha de mandioca (3,4%) e cafezinho (2,17%). Entre os não alimentícios, as maiores taxas foram observadas no gás de botijão (3,92%), excursões (2,09%), alimentos para animais (1,42%), calçados (1,23%) e cabeleireiro (1,19%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda até cinco salários mínimos, acumula taxa de 9,15% em 12 meses, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em setembro. No mesmo período, a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acumulou taxa de 8,48%. Considerando-se apenas setembro, o INPC teve a mesma taxa que o IPCA: 0,08%. A taxa é inferior ao 0,31% registrado pelo INPC em agosto deste ano.

Assim como aconteceu com o IPCA, a queda da taxa do INPC entre agosto e setembro foi influenciada principalmente pelos produtos alimentícios, que tiveram uma deflação (queda de preços) de 0,25% em setembro, ante uma inflação de 0,28% em agosto, os não alimentícios tiveram uma alta de preços de 0,23%, abaixo da taxa de inflação observada em agosto (0,32%).

Fonte: Época Negócios

 

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