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Economia

Dólar opera em alta nesta quinta-feira e volta a ser cotado acima de R$ 3,80

Na quarta (11), moeda fechou em queda de 0,58%. Mercados reagiram positivamente a rumores de mudança na Fazenda.

O dólar operou em alta nesta quinta-feira (12), ainda pressionado pelas incertezas locais com a economia e a política e pela perspectiva de aumento de juros nos Estados Unidos, apesar da atuação do Banco Central no câmbio e a aprovação na Câmera dos Deputados de projeto de regularização de capitais brasileiros no exterior.

Às 14H50 da quinta-feira (12), a moeda era vendida a R$ 3,7904, em alta de 0,55%, após cair 0,58% na véspera.

A cotação do dólar ao longo de quinta-feira (12):

Às 9h20, alta de 0,13%, a R$ 3,7742;

Às 9h49, alta de 0,33%, a R$ 3,7821;

Às 10h40, alta de 0,64%, a R$ 3,7935;

Às 11h40, alta de 1,31%, a R$ 3,8189;

Às 12h57, alta de 0,78%, a R$ 3,799;

Às 14h, alta de 0,56%, a R$ 3,7906;

Às 14h30, alta de 0,65%, a R$ 3,7939.

A deterioração das contas públicas do Brasil e turbulência políticas vêm levando alguns investidores a evitarem ativos denominados em reais. Os problemas locais somam-se à expectativa de que os juros norte-americanos subam em dezembro, o que pode atrair para a maior economia do mundo recursos atualmente aplicados em países como Brasil.

Em discurso no início da tarde de quinta-feira (12), a chair do Federal Reserve Janet Yellen não comentou sobre o momento de alta de juros ou sobre a economia dos EUA.

“O cenário ainda está muito difícil e há motivos para cautela”, disse à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.

Fluxo cambial

Nesta quinta (12), essa apreensão ofuscava parcialmente a perspectiva de mais entradas de recursos devido à aprovação do projeto de lei que regulariza ativos não declarados de brasileiros no exterior, que faz parte das medidas de ajuste fiscal enviadas pelo governo ao Congresso Nacional. O mercado também minimiza o anúncio de leilão de venda de até US$ 500 milhões com compromisso de recompra pelo Banco Central na tarde de quinta, a quarta operação desse tipo promovida neste mês. Segundo a assessoria de imprensa da autoridade monetária, a operação não serve para rolar linhas já existentes.

Operadores entendem que a atuação tem como fim de atender à demanda por dólares típica de fim de ano, da parte principalmente de exportadores. O Banco Central também deu continuidade, na manhã de quinta, à rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro. Até agora, a autoridade monetária rolou o equivalente a US$ 4,732 bilhões, ou cerca de 43% do lote total, que corresponde a R$ 10,905 bilhões.

Operadores vêm ressaltando ainda que o baixo volume de negócios, que tem sido a regra nas últimas semanas, deixa o mercado mais sensível a operações pontuais. Por isso, não descartam a possibilidade de mais uma onda de volatilidade.

Véspera

Na quarta-feira (11), a moeda fechou em queda de 0,58%, após chegar a ser negociado a R$ 3,70 pela primeira vez em dois meses, com o mercado reagindo a rumores de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles poderia substituir Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Na semana, o dólar tem alta acumulada de 0,19% e no mês, queda de 2,42%. No ano, há valorização de 41,78%.

Rumores sobre Levy e Meirelles

O mercado reagiu positivamente na quarta aos rumores de mudança na Fazenda, mas operadores entendem que essa está longe de ser a solução definitiva para os problemas brasileiros. Muitos afirmaram que o viés de queda da moeda norte-americana nesta sessão era acentuado pelo baixo volume de negócios e, nesse sentido, não deve se estender por muito tempo.

“Nada garante que isto materializará o ajuste fiscal necessário. Neste contexto, a reação positiva dos mercados pode durar pouco. No entanto, se os novos nomes conseguirem melhorar o apoio político da equipe econômica, poderemos vem algum ponto de inflexão nos mercados locais”, escreveram analistas da Guide Investimentos em nota a clientes, segundo a agência Reuters.

Meirelles comandou o Banco Central durante os dois mandatos de Lula e perseguiu uma política monetária considerada mais ortodoxa, o que costuma agradar aos mercados financeiros. Além disso, investidores consideram que ele teria mais facilidade para dialogar com o Congresso em um momento de intensos atritos entre o Executivo e o Legislativo.

Fonte: G1

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