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Economia

Dólar opera em alta após cair mais de 4% na semana passada

Na semana passada, a moeda caiu 4,34%; em junho, a queda foi de 11%. Na sexta-feira, o dólar subiu 0,6%, a R$ 3,2328 na venda.

O dólar operou em alta na segunda-feira (4), em mais um dia de interferência do Banco Central. O dia também é mercado pelo baixo volume de negócios por conta do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.

Às 13h19 da segunda-feira (4), a moeda subiu 0,38%, a R$ 3,2452 na venda.

Ao longo do dia, a cotação estava assim:

  • Às 9h09, alta de 0,29%, a R$ 3,2422;
  • Às 10h29, alta de 0,57%, a R$ 3,2513;
  • Às 11h19, alta de 0,63%, a R$ 3,2533 e;
  • Às 12h20, alta de 0,42%, a R$ 3,2464.

“É um dia vazio e o que temos de novidade é o Banco Central atuando. É natural que o dólar caminhe um pouco para cima”, disse à Reuters o operados da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O Banco Central vendeu na manhã de segunda-feira (4), 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, pela segunda sessão consecutiva. Até o leilão de sexta-feira passada, o Banco Central não usava este instrumento desde 18 de maio.

“Um leilão de swap reverso tem um efeito de compra no mercado e, a rigor, esse tipo de operação impacta elevando a taxa de câmbio”, explicou ao site G1 o economista e diretor da NGO Sidnei Moura Nehme, na sexta-feira (1º).

Na sexta-feira, Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, sinalizou que o banco pode continuar atuando no mercado. A declaração levou o dólar a avançar em relação ao real, já que muitos operadores imaginavam que Ilan estaria menor propenso a intervir do que seu antecessor, Alexandra Tombini, segundo a Reuters.

Na segunda-feira (4), o efeito da atuação do Banco Central era potencializado pela liquidez reduzida, com muitos investidores afastados das mesas devido ao feriado nos EUA. Operadores não descartavam a possibilidade de episódios de volatilidade, já que o número pequeno de operações tende a deixar as cotações mais sensíveis.

Dólar em queda

O dólar em baixa ameaça a boa fase das exportações brasileira, mas pode ter um efeito colateral benéfico para a economia em recessão, avaliam economistas ouvidos pelo site do G1.

Segundo analistas, mesmo que uma queda mais profunda leve a balança comercial de volta ao vermelho, ela pode ser um remédio contra a inflação – num momento em que os juros perderam a eficácia no controle dos preços.

Semana passada

O dólar fechou em alta na sexta-feira (1º), após ter chegado a cair pela manhã. O dia foi marcado pela volta da interferência do Banco Central no câmbio após mais um mês sem atuação. A moeda subiu 0,60%, a R$ 3,2328 na venda.

Na semana, o dólar caiu 4,34%. A queda em junho foi de 11%. No ano, a moeda dos EUA tem desvalorização de 18,11%.

A intervenção do Banco Central veio um dia após o dólar encontrar em R$ 3,20 pela primeira vez em quase um ano na sessão passada.

Fonte: G1

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