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Copom: projeção para IPCA 2016 sobe e continua acima da meta

O Banco Central não divulga qual a taxa prevista na ata, mas no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro a autoridade monetária revelou que a estimativa estava em 6,2% para o fim deste ano.

A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada na quinta-feira (10), informou que a projeção de inflação da instituição no cenário de referência aumentou ante a ata passada e se situa acima do centro da meta para 2016. O Banco Central não divulga qual a taxa prevista na ata, mas no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro a autoridade monetária revelou que a estimativa estava em 6,2% para o fim deste ano pelo cenário de referência.

No RTI, a probabilidade estimada pela instituição de a inflação ultrapassar o limite superior da meta em 2016 subiu de 20% para 41% para esse cenário. Uma nova edição desse documento está prevista para o fim deste mês.

No caso em que o Banco Central usa variáveis de mercado para desenhar seu cenário, a estimativa da autoridade monetária também aumentou, continuando acima do centro da meta. No RTI, por esses mesmos parâmetros, a previsão do Banco Central estava em 6,3% para este ano. No mesmo documento, a chance de estouro da meta neste caso foi calculada em 43% pela autoridade monetária ante 22% da edição anterior. O documento traz o detalhamento sobre a decisão da semana passada de manter, pela quinta vez consecutiva, a taxa básica de juros em 14,25% ao ano.

A decisão, pela terceira vez seguida, não foi unânime (6×2), com membros do colegiado votando pela alta imediata da Selic em 0,50 ponto percentual. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e está em 4,5% para 2016 e 2017. Em 2017, a margem de tolerância será reduzida dos atuais 2 pontos porcentuais (pp) para cima ou para baixo para 1,5pp. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, a mediana das estimativas dos analistas para o IPCA de 2016 subiram para 7,59%.

No caso do Top 5, a mediana das expectativas para a inflação do ano se situou em 7,95%. A ata deste ressalta que o cenário de referência leva em conta uma taxa de câmbio em R$ 3,95 e Selic em 14,5% ao ano. No documento anterior. O Banco Central trabalhava com a cotação do dólar em R$ 4,00. Já o cenário de mercado considera estimativas para câmbio e juros de analistas de mercado as véspera do encontro da diretoria para definir o rumo da Selic.

Projeção para 2017

Na previsão para a inflação em 2017, Banco Central retirou o termo “ligeiramente” que estava na ata anterior, ao se referir ao IPCA acima da meta no ano que vem. O Copom informou que sua expectativa para a inflação de 2017 subiu no cenário de referência e segue acima da meta de 4,5%. No caso do cenário de mercado, a projeção da autoridade monetária para o ano aumentou e também fica acima do centro da meta, sem usar o termo “ligeiramente”.

No RTI de dezembro, o Banco Central informou que sua previsão para o IPCA de 2017 estava em 4,8% no cenário de referência e em 4,9% no de mercado. Nesse mesmo documento, a autoridade monetária admitiu que a chance de estouro da meta era de 20% no primeira caso e de 21% no segundo. Nova edição do RTI está prevista para o fim deste mês.

O Banco Central mantém o discurso de que a inflação convergirá para o centra da meta no ano que vem e que, em 2016, deverá se situar entre o centro (4,5%) e o teto (6,5%) estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O teto em 2017 é menor, de 6,00%.

PIB

O Banco Central não fez nenhuma alteração no parágrafo da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que trata das perspectivas de resultado fiscal para 2016 e 2017. O colegiado manteve o tamanho do superávit primário que usa para desenhar os seus cenários. Na ata da reunião realizada pela diretoria na última semana, assim como na de janeiro, a instituição considerou como indicador fiscal o resultado primário estrutural de um superávit primário de 0,50% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. O valor já havia sido divulgado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), apresentado no fim de dezembro de 2015.

Segundo a instituição, no próximo ano, o governo deve fazer uma economia de 1,30% do PIB para pagar os juros da dívida, como já havia sido projetado na ata passada.

Hiato do produto O Banco Central conta com um hiato do produto mais desinflacionário que o inicialmente previsto para este ano, de acordo com a ata do Copom da semana passada, que manteve a taxa básica de juros em 14,25% ao ano. Esta foi a principal mudança do parágrafo 32 do documento divulgado pelo BC. O trecho manteve a avaliação de que a demanda agregada continuará a se apresentar moderada no horizonte relevante para a política monetária. De acordo com o BC, de um lado, o consumo das famílias tende a ser influenciado por fatores como emprego, renda e crédito. Já por outro, a concessão de serviços públicos e a ampliação da renda agrícola, entre outros, tendem a favorecer os investimentos.

“Por sua vez, as exportações líquidas apresentam melhor resultado, seja pelo aumento das exportações, beneficiadas pela depreciação do real, seja pelo processo de substituição de importações em curso”, repetiu a diretoria da instituição.

Para o Comitê, os efeitos conjugados desses elementos, o desenvolvimento nos âmbitos fiscal, parafiscal e no mercado de ativos e, neste ano, a dinâmica dos preços administrados, além da nova avaliação sobre o hiato do produto mais desinflacionário, são fatores importantes do contexto em que decisões futuras de política monetária serão tomada. O Banco Central também reiterou que essas decisões visam a assegurar a convergência da inflação para a meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em 2017.

Câmbio

O Copom informou que mudou sua premissa para o câmbio de R$ 4,00 da ata anterior para R$ 3,95 para formar seu cenário de referência. No Relatório Trimestral de Inflação de dezembro, a cotação usada pelo colegiado era de R$ 3,90.

Apesar de baixa, o novo valor considerado para o dólar está acima do negociado no dia em que o colegiado decidiu manter a Selic de 14,25% ao ano mais uma vez. Na quarta-feira passada, o dólar à vista fechou em baixa, a R$ 3,8909. Já a moeda para abril caiu para R$ 3,9255 no mesmo dia. A utilização de uma referência mais baixa para o câmbio vinha sendo recorrente nos documentos do Banco Central durante o período de alta da moeda americana. Desta vez, o movimento se inverteu.

O realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais – via alta do dólar – vinha sendo apontado pelo BC como um dos principais fatores de pressão para a inflação no curto prazo ao longo de todo o ano passado, ao lado do ajuste de preços administrados ou monitorados pelo governo.

Além de promover a rolagem integral dos vencimentos de contratos de swap cambial e de também rolar os prazos para leilão de linha no fim do ano passado, o BC colocou recursos novos no mercado por meio de mais swap e linha para tentar conter a volatilidade da moeda norte-americana. Ambiente externo. Apesar deixar de dizer que as incertezas do ambiente externo “se ampliaram”, ata do Copom agora considera que o ambiente externo permanece “especialmente” complexo.

O Copom identifica, ainda, baixa probabilidade de ocorrência de eventos extremos nos mercados financeiros internacionais. “Para o Comitê, a atividade global mostra tendência de maior moderação ao longo do horizonte relevante para a política monetária. As perspectivas recentes indicam modesta recuperação da atividade nas economias maduras, enquanto importantes economias emergentes experimentam período de transição”, afirma.

Nesse contexto de redução no ritmo de atividade, o BC destaca a continuada preocupação com a economia chinesa e seus desdobramentos para outras economias.

Ainda sobre os mercados financeiros internacionais, o Copom destaca moderação na dinâmica dos preços de commodities. Sobre o petróleo, o Comitê assinala que, independentemente do comportamento dos preços domésticos da gasolina, a evolução dos preços internacionais tende a se transmitir à economia doméstica por meio de cadeias produtivas, como a petroquímica. “Deve-se ressaltar, também, o aumento das incertezas geradas pelos baixos preços do petróleo e suas implicações para empresas do setor e países produtores, bem como para os mercados financeiros em geral, com riscos para a estabilidade financeira global”, destaca.

Fonte: Época Negócios

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